Studio !K7 Records #2

quinta-feira, abril 10, 2008

Continuando a sessão especial sobre a gravadora Studio !k7 Records, hoje eu vos apresento a Koop! Divirta-se, minha querida patuléia leitora!



Koop é o nome da dupla sueca de jazz eletrônico (também conhecido como "nu jazz" ou "new jazz") formada por Magnus Zingmark e Oscar Simonsson . A banda (que inclui ainda a vocalistaYukimi Naganocombina) trabalha com os elementos básicos do jazz combinados com recursos da música eletrônica (a faixa "Soul for Sahib", do album "Waltz for Koop" é um bom exemplo disso), percussão (alguns que beiram em incursões tribais), sintetizadores, samples, ritmos latinos e ainda flerta com a bossa nova (nas faixas "Summer Sun", do album "Waltz For Koop", e "The Moonbounce", do disco "Islands for Koop", encontramos referências ao estilo de Tom Jobim e Sérgio Mendes).
Além dos três discos lançados pela gravadora Studio !K7, a dupla já participou de vários projetos, contribuindo com remixes de gravações de outros artistas, destacando-se, dentre eles, a faixa "Here's That Rainy Day", de Astrud Gilberto, lançada na compilação "Verve Remixed". O som é bastante agradável e vem na medida certa, nada de exageros experimentais, destaque para a faixa "In a Heart Beat", do album "Waltz for Koop" e "Drum Rythm", do album "Islands for Koop".


Confira aqui Waltz for Koop (rapidshare)











Confira aqui Islands for Koop (rapidshare) - TÁ NO AR E NOVO!











Discografia:
1997 - Sons of Koop
2002 - Waltz for Koop
2003 - Waltz for Koop - Alternative Takes
2006 - Koop Islands
Mais informação? Conheça o site oficial da banda www.k-o-o-p.com e proveite para conhecer também o perfil da banda no site myspace aqui

Os próximos da lista já fizeram até show no Brasil: Hot Chip e Erlend Øye (de quem eu falo tanto!). Aguardem o post, ó mortais!

Especialistas dos EUA encontram mais antiga gravação de voz

28/03/2008 - 17h05
Por Will Dunham

WASHINGTON (Reuters) - Historiadores dos registros sonoros norte-americano localizaram e conseguiram executar a gravação de uma canção folclórica realizada por um inventor francês em 1860 --a mais antiga gravação de som conhecida, realizada 17 anos antes de Thomas Edison inventar o fonógrafo.

"É mágica", disse David Giovannoni, um dos historiadores, na quinta-feira. "Como ouvir um fantasma cantando."

Com duração de 10 segundos, a gravação mostra uma pessoa cantando "au clair de la lune, Pierrot repondit" ("à luz da Lua, Pierrô respondeu"), parte de uma canção francesa, de acordo com o First Sounds, um grupo de historiadores do registro sonoro, engenheiros de gravação, arquivistas de áudio e outros profissionais dedicados a preservar as mais antigas gravações sonoras humanas.

A gravação foi realizada em 9 de abril de 1860 pelo inventor parisiense Edouard-Leon Scott de Martinville, em um aparelho que ele chamou de "fonautógrafo", que gravava ondas sonoras em uma folha de papel escurecida pela fumaça de uma lâmpada a óleo, disse Giovannoni.

O pesquisador disse ter sido informado em 1º de março sobre a existência do registro, em um arquivo de Paris, e viajou à capital francesa uma semana mais tarde. Especialistas que trabalham com o grupo First Sounds então transformaram as ondas registradas no papel em sinais sonoros.

"Isso é importante em tantos níveis diferentes," disse Giovannoni em entrevista telefônica. "Não reduz de maneira alguma as realizações de Thomas Edison. Ele continua a receber crédito como a primeira pessoa a ter registrado sons por meios mecânicos."

"Mas a verdade é que ele foi a primeira pessoa a registrar som e conseguir reproduzi-lo. Havia muita gente trabalhando em projetos semelhantes ao de Scott, entre as quais Alexander Graham Bell, que realizou experiência com representações visuais do som antes que Edison inventasse um método de reproduzir os sons registrados", disse Giovannoni.

A gravação será apresentada na sexta-feira em uma conferência da Association for Recorded Sound Collections, na Stanford University, Califórnia, disse Giovannoni. A gravação pode ser ouvida em www.firstsounds.org/press/032708/index.php.

fonte: uol música

Poesia para descontrair

domingo, abril 06, 2008

A sonhar eu venci mundos
Minha vida um sonho foi.
Cerra teus olhos profundos
Para a verdade que dói.
A Ilusão é mãe da vida:
Fui doido, e tudo por Deus.
Só a loucura incompreendida
Vai avante para os céus.

fernando pessoa

Nos embalos do dia internacional do teatro

terça-feira, abril 01, 2008

No dia internacional do teatro e do circo, além da infinidade de espetáculos realizados em todo país para celebrar o dia, contamos com uma infinidade de manifestações quanto às questões públicas da cultura, e principalmente uma grande manifestação que partiu da área do teatro contra o maior mecanismo de financiamento cultural do país: a famigerada lei rouanet.
O mecanismo acumula queixas, questionamentos e reclamações quanto a sua eficiência, eficácia e efetividade desde sua promulgação e de suas primeiras ações. No ambiente acadêmico encontramos - não apenas no campo cultural (ou da econômia e políticas da cultura), mas também no das artes (teatro, principalmente), gestão, comunicação, saúde (?), biblioteconomia e ciência da informação, só para citar os que eu conheço, tem muitos outros, pode ter certeza... e se você tiver curiosidade coloca no "google scholar" ou no portal de periódicos da capes - um volume extenso de pesquisas sobre a principal forma de financiamento público da cultura no país. Sabemos que o setor cultural possui um potencial econômico significativamente elevado, potencial de movimentação financeira, geração de empregos (direta e indireta) transferência de capital e fácil associação com outros setores econômicos. Uma programação cultural qualquer, por inzêmprio um show de samba-de-roda, atrai uma determinado quantidade de pessoas (a audiência do tal evento!), portanto, junto com eles vêm aqueles prestadores de serviço que todos conhecemos: o vendedor de cachorro-quente, churrasquinho, uma barraca de capeta (hahaha), uma outra de bebida, vendedor de balão, bicho de pelúcia, vendedor de cerveja etc, etc... estamos cansados de ver isso no carnaval, né? Mas notem que eu me referi a um evento cultural de samba-de-roda, uma manifestação que, supostamente, não é tão grande (resguardem as devidas proporções, por favor!) quanto o sambinha do recôncavo, de caboclo ou da zona rural. Nesse caso específico, trata-se de um evento em um bairro, movimenta-se a economia do bairro. Esquecendo os empregos indiretos (a maioria dos empregos gerados pela cultura, por sinal... sim, e quando eu falo de indiretos eles podem ser formais ou informais...), temos os empregos diretos que compõem a extensa cadeia produtiva da cultura: os técnicos de som e iluminação, eletricistas, produtores, artistas, roadies, assessores de comunicação e imprensa, fotógrafos, operadores de câmera, demais staff members que eu costumo chamar de "pessoas que definitivamente lutam a batalha da cultura: montam e desmontam o palco, carregam os equipamentos de som, os equipamentos de luz (e acreditem, eles não são NEM UM POUCO LEVES!). Isso só para citar um evento pequeno! Então temos uma cadeia pra lá de complexa... como diria Caetano, "o segredo nem eu mesmo sei". Mas porque eu falei tudo isso mesmo? Para ilustrar o segmento da economia cujo principal suporte é lei rouanet (grosso modo, é mecanismo de renúncia fiscal para patrocinadores culturais). A grande queixa se dá sobre a efetiva participação e mediação da lei e do Estado diante das produções e projetos financiados por meio da lei. Outro ponto que sempre polêmico são os critérios adotados pelo ministério para aprovar ou rejeitar um projeto... temos aquelas famosas discussões.... como o "milagre é muito recente", não tenho tempo de organizar as idéia e participar de modo mais consistente da discussão (hoje, pelo menos), coloco os textos que estão no centro das atenções... mas vou me pronunciar depois que eu ler tudo com calma, you don't have to worry about that!

No último dia 27 vimos uma grande manifestação da área teatral, atacando a dita lei. Como conseqüência temos um artigo do queridíssimo Juca Ferreira (o nosso Dalai Lama!!! Sem piadas, tô falando sério!) e de Celso Frateschi publicado com nomes diferentes: o primeiro foi publicado no JB online (já coloquei aqui no blog, inclusive!) e na Folha de São Paulo. Como resposta, ou melhor, como continuação do debate, temos dois artigos publicados na revista eletrônica Cultura e Mercado abaixo.

Discuta, opine, participe, sugira, participe também da ação! Não recrame por recramar, não foi por isso que seus pais te mandaram para os melhores colégios internos da Suíça, conservatórios parisienses e melhores universidades britânicas!


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Boa leitura!
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O Estado contra a Lei Rouanet
31/03/2008 Julinho da Adelaide Sobrinho

Semana passada vimos publicar o mesmo artigo com duas versões, dois títulos e um só conteúdo. O primeiro, no Jornal do Brasil, retumbava: “O teatro não é inviável economicamente”. Seu autor, Celso Frateschi, presidente da Funarte.

O outro traz a assinatura conjunta deste com o secretário-executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira, e é publicado na Folha de S.Paulo sob o título “Incentivo ao Teatro?”. O motivo é a comemoração do dia do teatro.

Com as mãos abanando diante do caos vivido pela produção teatral, vieram a público colocar a culpa pelos desmandos à Lei Rouanet, da falta de público à diminuição das temporadas. Só faltaram pedir o pescoço dos governantes, diante do descaso do mecanismo governamental em relação às necessidades das artes cênicas brasileiras.

Quase nos fizeram acreditar que o problema da lei é a própria lei, como se tivesse pernas próprias e não dependesse de governo para seguir o caminho correto, ou desejável. Cinco anos de poder foram necessários para descobrir verdadeiros exus: empresas e produtores culturais que lucram com a lei. A pena para a doença, matar o doente. Em português claro: acabar com a lei.

Mas como pode a Lei Rouanet ter esse poder todo se ela é tão-somente um mecanismo de estímulo ao investimento privado? Convenhamos que qualquer julgo além do seu campo de atuação constitui mera (ir)responsabilidade interpretativa de quem escreve, ou simplesmente assina, o petardo. O que espanta é o próprio poder público incitar uma visão equivocada da lei. Com que objetivo?

Vale lembrar que o teatro, assim como todas as outras artes, está órfão de políticas públicas. O MinC optou, já em 2003, por extinguir as secretarias chamadas finalísticas (música/artes cênicas, patrimônio/museus, livro e leitura), dando prioridade apenas para o audiovisual. No lugar, ampliou o escopo do Ministério e passou a dar prioridade para questões como Tv pública, propriedade intelectual, cultura digital, diversidade cultural. Apostou na transversalidade em detrimento da política setorial.

Amplamente aplaudida e reconhecida no Brasil e no mundo, as políticas propostas por Gilberto Gil carecem ainda de ações programáticas que as sustentem. Sem uma política transversal consistente (e que vá além do discurso) corremos o risco de perder o velho e não ganhar o novo.

Como pode o artigo do MinC vociferar: “não devemos propor o novo sem entender o velho”, se ele próprio não consegue dar conta do maior e mais eficaz sistema de financiamento à cultura que o Brasil já teve?

A Lei Rouanet tem problemas, todos sabemos. Já eram sérios e graves em 2002. Com a inabilidade deste ministério em resolvê-los, a Lei transformou-se numa bomba-relógio, pronta para estourar nas mãos do ministro Gilberto Gil. Como não está disposto a aceitar o fardo, o MinC quer colocar o problema da lei no colo do “mercado”, das empresas que se promovem e lucram com a lei. Como se o MinC não fosse o único órgão responsável por seu destino e gestão.

A Lei Rouanet é acusada de causar distorções no mercado cultural desde aquela campanha presidencial. Artistas carentes foram ao Canecão pedir socorro a Lula, pois a cultura estava sendo privatizada. Desde então o MinC realizou uma série de viagens com todo o seu gabinete para os quatro cantos, prometendo mudanças e ouvindo o que já sabíamos. Três anos depois, decretou mudanças cosméticas, sem efeitos práticos.

O que os fogos de artifício escondem é que a causa de tais distorções não está na lei, mas sim na falta de políticas mais amplas, tanto para as artes quanto para o mercado, que quer e precisa crescer e exige um conjunto de ações mais adequadas ao empreendedorismo e ao lucro (sim, avisa lá que somos capitalistas).

Mas estamos longe de alcançar uma realidade em que o Ministério da Cultura comemore o crescimento e o sucesso econômico de empresas culturais, dando-lhes o suporte necessário para empregar gente, recolher impostos e ajudar a financiar a rica diversidade cultural do Brasil.

Um mecanismo de financiamento privado não pode ter a responsabilidade de compensar a falta do Estado, mais ausente do que nunca. Em termos de financiamento público, a própria Lei já abarca mecanismos de compensação, como o Fundo Nacional de Cultura, que sempre foi acusado de ser uma caixa-preta. Hoje continua na mesma situação, com um volume insuficiente de editais, que continuam sem transparência, geridos e definidos por grupos que sustentam o poder e a ideologia do MinC.

Parece haver um entrave ideológico a ser superado pelo MinC. A Lei foi criada com base num princípio liberal, de que a sociedade (incluindo o mercado) teria condições, por si, de regular a lei. Mas como pode a sociedade saber o que é bom para a sociedade, se existe um grupo de pessoas privilegiadas com esse dom supremo?

Então o Governo faz de tudo para exercer comando sobre os projetos, interferindo diretamente na comissão que os aprova, gerando burocracias para segurar o que não lhe convém e facilitar o que considera alinhado com a “atual política”. E faz de maneira inábil, truculenta. Mostra-se cada vez mais perdido com a situação, chegando a implementar e mudar diretrizes e procedimentos como quem troca de roupa.

O Estado foi incapaz de incorporar a Lei Rouanet como política pública, deixando-o ao prazer do mercado. A primeira reunião que o MinC fez com as empresas patrocinadoras foi em 2007. Ainda assim para cobrar, não para orientar, dar diretrizes, ou declarar uma política clara para o investimento privado. Isso é um contra-senso, já que a aplicabilidade da lei está intimamente ligada à ação das empresas.

Este governo trata a lei como um filho bastardo, fruto das andanças do Estado com o mercado. Não o reconhece como um potente instrumento de financiamento à cultura. E por não o acolher, age contra ele. E por ele é consumido, pois não consegue formular alternativas para o aniquilar, substituir ou complementar.

Por outro lado, a lei foi apropriada pelo mercado. Empresas a utilizam como estratégia de comunicação. Isso não é uma distorção em si, e não é um mal em si. É apenas conseqüência do abandono do mecanismo como ingrediente de política cultural que dialoga com o capitalismo em que está (indesejavelmente) inserido.

Vendo-se incapaz de atuar na lei pela via do diálogo, o MinC passou a criar um arsenal de regras e burocracias, desenvolvidas com o objetivo único de tornar o instrumento moroso e ineficaz. A estratégia é esvaziar a lei, como fez Celso Frateschi em sua gestão municipal em relação à Lei Mendonça. Repete a dose à frente da Funarte, responsável por conceder parecer técnico à Lei.

Como resultado disso, criou-se um mercado paralelo de aprovação de leis dentro do próprio ministério, que atuava (ou atua?) no sentido de quebrar os bloqueios criados por este governo. A ação resultou no final de 2007 na prisão de uma quadrilha pela Polícia Federal. Um tiro no pé.

O mercado agora prepara ofensiva. Vários movimentos estão se formando pelo Brasil afora em defesa dos direitos culturais e liberdade de expressão, consagrados por nossa Carta Magna e pela própria Lei 8.313/91.



Aplacados pela censura e pela perseguição, os autores deste artigos protegem-se sob o codinome Julinho da Adelaida Sobrinho, um parente fictício de Julinho da Adelaide, heterônimo de Chico Buarque de Holanda, criado para fugir da censura dos tempos difíceis da ditadura, que insiste em nos rodear.

fonte: Cultura e Mercado

Incentivo ao debate
31/03/2008 Carlos Minuano

Principal mecanismo de financiamento à cultura no país, a Lei Rouanet, que já acumula desde sua promulgação em 1991, um extenso histórico de polêmicas e debates, volta ao centro de nova discussão – e o estopim desta vez veio do próprio Ministério da Cultura (MinC). Em um controverso artigo "Incentivo ao Teatro" publicado no jornal Folha de S. Paulo, o secretário-executivo do MinC, Juca Ferreira, e o presidente da Funarte, Celso Frateschi, questionam a eficiência da lei e destacam distorções em seu uso.

O texto aponta uma suposta redução da atividade teatral e em paralelo o crescimento nos lucros dos produtores, após quase vinte anos da lei. Outra crítica ataca ainda a suposta concentração das produções na região sudeste. A classe teatral e artística não demorou a reagir contra o artigo, também publicado pelo Jornal do Brasil – curiosamente assinado apenas por Frateschi.

Ao afirmar que o problema está na ganância dos produtores, o artigo coloca no mesmo nível produções milionárias e alternativas, observa Paulo Pélico, diretor-secretário da Apetesp (Associação dos Produtores Teatrais do Estado de S. Paulo). "A crise a que se referem é muito anterior à lei, vem desde a década de 80". Para Pélico, os motivos são vários, mas destaca a falência da educação no país. "Falta repertório para entender Shakespeare, Nelson Rodrigues, e tantos outros".

O fato é que já se tornou praxe atacar a Lei Roaunet, seja por parte do governo ou do mercado. Entretanto, apesar dos golpes chegarem dos dois lados, ambos continuam a se valer dela. Durante a campanha de Lula à presidência, em 2002, a lei foi acusada de provocar deficiências no mercado cultural. Apesar das viagens pelo país, dos debates e das promessas reafirmadas por seis anos, as esperadas mudanças no incentivo não aconteceram – com exceção de um decreto em 2006, que não avançou em questões fundamentais.

Pélico defende uma reformulação efetiva que recupere, sobretudo, as três dimensões da lei: o mecenato, para parcerias público-privadas, o Fundo Nacional de Cultural (FNC) para os projetos sem visibilidade comercial e o Fundo de Incentivo Cultural à Arte (Ficarte) para as grandes produções. "Quem sabe acabamos com discrepâncias como o Cirque du Soleil disputando recursos com os grupos independentes da praça Roosevelt".

No momento três projetos de lei sobre o tema encontram-se em trâmite, o PL que cria a Lei Geral do Teatro que pretende estender fomento municipal paulista em âmbito federal; o da Secretaria de Teatro, para criação de agência nacional do setor, equivalente a Ancine – que deve seguir para o senado ainda nesta semana e, por último, o PL da Lei Geral das Artes, de autoria do próprio Frateschi, suposta alternativa à Lei Rouanet.

Gestão problemática

Em 2006, a Policia Federal prendeu um grupo que cobrava propina no MinC para acelerar trâmite de projetos que pleiteavam incentivo da Lei Rouanet. Os problemas, no entanto, não cessaram com a prisão dos acusados. Pélico reclama que o funcionamento, tanto do MinC quanto da Funarte, permanece caótico. "Sei de casos em que projetos desapareceram seguidas vezes, incluindo cópia e cópia da cópia", conta. "É o ambiente perfeito para a corrupção".

Apesar do cinema ter permanecido às margens da polêmica – aliás, outro aspecto criticado no episódio – na opinião do diretor José Joffily ("Quem Matou Pixote?", "Dois Perdidos Numa Noite Suja") o problema não está no incentivo, mas na falta de uma legislação que consiga inibir o lobby dominante do setor. Segundo ele, se o estado tivesse força de legislar sobre emissoras concessionárias não haveria espaço para essas distorções apontadas pelo governo e por produtores.

"Não precisaríamos ser socorridos pelo estado por meio de incentivos se os canais de televisão tivessem que terceirizar conteúdo e produções, pois a demanda seria bem maior". O problema da distribuição dos produtos audiovisuais poderia ser também atendido por parceria com as emissoras, ressalta Joffily

fonte: Cultura e Mercado

Cola na lei rouanet, patuléa!!!

"O teatro não é inviável economicamente"

Celso Frateschi
especial para o jb

O teatro no Brasil celebrou o seu dia internacional (27 de março) unido na insatisfação quanto aos mecanismos de financiamento e dividido quanto às possíveis soluções desses impasses. Entre essas soluções, tramita no Congresso um projeto de lei que cria a Secretaria Nacional de Teatro, para apressar o fluxo dos pedidos de financiamento via renúncia fiscal, que seria ainda mais facilitado por um mecanismo semelhante à Lei do Audiovisual, que permite o abatimento de até 125% sobre o valor financiado.

Seguindo uma máxima de que não devemos propor o novo sem entender o velho, sob o risco de o novo já nascer envelhecido, sugerimos a análise da eficiência e da eficácia dos mecanismos vigentes, uma vez que esta nova proposta se baseia nos mesmos princípios da Lei Rouanet, que todo mundo quer mudar.

O principal objetivo da Lei Rouanet é estimular a economia da cultura, proporcionando aos cidadãos brasileiros maior acesso à cultura produzida em nosso país. No entanto, antes da lei, as temporadas de nossos espetáculos tinham de seis a oito sessões semanais. Hoje são duas a três sessões por semana. Por que percebemos essa radical redução?

Muitos alegam que não há mais público para longas temporadas. Se isso é verdade, como parece, é mais um motivo para questionarmos o mecanismo atual. Ao cabo de quase duas décadas de aplicação da Lei Rouanet, a atividade teatral diminuiu, pelo menos em termos relativos. O número de produções cresceu, mas elas estão cada vez mais concentradas na Região Sudeste. Como explicar o aparente paradoxo?

Cabe registrar que a atividade teatral, segundo dados do IBGE, é desenvolvida em 2.220 municípios brasileiros, quase metade dos municípios do país. No entanto, durante todos os anos de vigência da Lei Rouanet, apenas algumas dezenas deles foram atendidas – 80,3% dos recursos se concentram no Sudeste, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Quase todos os recursos da Lei Rouanet para o teatro são aplicados na montagem do espetáculo e na manutenção de uma temporada cada vez mais curta. Por quê? Não seria porque o empresário, que visa ao lucro – e é natural que seja assim – foi induzido a produzir cada vez mais montagens, ao perceber que o seu lucro não vem da bilheteria, o que seria desejável numa economia saudável, mas está embutido no processo de produção? Se a razão de ser do espetáculo não é mais o público, que sentido pode existir nesse teatro?

O teatro movimenta um número cada vez maior de recursos da Lei Rouanet: R$ 44.376.571 em 2000 e R$ 107.967.652 em 2007. O preço do ingresso é cada vez mais caro, chegando a custar um salário mínimo, e aí chegamos ao limite de um espetáculo, financiado com dinheiro do cidadão, ter o ingresso mais caro do que o salário de quem o subsidia.

Pode-se alegar que o teatro não se auto-sustenta economicamente e que sempre precisará de subsídios. Um exemplo de que isso nem sempre é verdade é o caso de um proponente que, em cinco anos, captou mais de R$ 40 milhões. As montagens foram sucessos retumbantes e geraram lucros significativos. Não obstante, a companhia sempre requisitava, a cada montagem, mais recursos. O último pedido, negado pelo Conselho Nacional de Incentivo Cultural, chegava a R$ 27 milhões. Isso sugere que o teatro pode dar lucro e que esse lucro pode estar sendo aplicado em outros setores da economia. O teatro, ao menos para alguns, não é inviável economicamente.

Com a Lei Rouanet, os orçamentos públicos para a área de cultura escassearam, com exceção do federal e de raros casos estaduais e municipais. A distorção chega ao ponto de TVs públicas, orquestras sinfônicas, o Sistema S e até a Funarte precisarem usar a Lei Rouanet. Alguns produtores argumentam que os mecanismos vigentes protegem a produção dos humores do orçamento público, mas os valores aprovados para captação crescem ano a ano e os valores captados, que dependem dos orçamentos das empresas, tiveram uma grande queda no ano de 2007.

O teatro não é apenas uma atividade econômica. É uma forma de expressão e de construção de conhecimento, que engrandece o cidadão na sua humanidade e sociabilidade. É uma arte pública e possui na sua própria essência o ato político da cidadania. É um exercício de liberdade que expõe, pela representação, o homem em suas relações, num ato ao mesmo tempo individual e coletivo.

Comemoramos o Dia Internacional do Teatro com velhas angústias e velhas e novas esperanças, mas com ânimo renovado para o debate e para a busca de soluções , que atendam ao teatro não apenas como atividade econômica, mas também na sua dimensão simbólica e como direito do cidadão.

[ 30/03/2008 ] 02:01

fonte:
JB Online (http://jbonline.terra.com.br/editorias/cultura/papel/2008/03/30/cultura20080330009.html)

Selma, Vamos olhar para o futuro?

sábado, março 29, 2008

Listando as referências de obras que ajudaram a moldar minha personalidade (sim, se você não sabe, os filmes e livros transformam nossa vida: depois de um filme ou de um livro já não somos mais os mesmos... é sério!!), a associação foi quase automática. Mas para além dos "livros, discos e nada mais", o que posso destacar é um filme chamado "A Partilha", uma comédia dramática dirigida pelo Daniel Filho e baseada numa peça homônima do Miguel Falabela. A trama, para quem não conhece ou não lembra, gira em torno de quatro irmãs - Selma (Glóra Pires) , Lucia (Lília Cabral) , Regina (Andréa Beltrão) e Laura (Paloma Duarte) - reunidas por uma triste circunstância: a morte da mãe.


A partir da partida da mãe, durante a partilha dos bens, sobretudo o maior de todos - um apartamento antigo no Leblon -, enquanto refletem sobre os sonhos, frustrações, realizações e fracassos, as quatro desenham um retrato da geração pós-década de 70, pós-milagre econômico e do que aconteceu com as "esperanças de um país do futuro".

Essa descrição em tese deveria afastar o filme de um jovem de 22 anos (e que assistiu pela primeira vez aos 16 anos) que não viveu nenhuma dessas experiências, no enatnto, isso não aconteceu. O que me atraiu foi a direção primorosa de Daniel Filho, acrescida do texto sagaz de Falabela (além do sua marca registrada: timming super rápido e piadas com notas tragicômicas), as atuações convincentes e emocionantes das atrizes (inclusive, o exaustivo trabalho de ensaios garantiu que o filme fosse concluído em cinco semanas... e "de prima!", isto é, quase sem refazer as cenas).

O filme mostra o difícil acerto de contas entre 4 pessoas, outrora muito próximas, que tomaram rumos completamente diferentes na vida... talvez tenham sido sempre distantes, inclusive. No final das contas, elas conseguem superar as diferenças se mantém unidas.

Talves eu tenha visto no filme alguma semelhança com minha familia, ou pela ausência de uma família na época que eu assisti o filme pela primeira vez.
Enfim, tudo isso poderia justificar o gosto pelo filme, mas na verdade, na verdade, não foi só o filme que me atraiu... mas no ritual de familia (e de agregados que moravam em minha casa na época e depois dela) constituído para assistí-lo, e porque não dizer, para fruí-lo!

Era quase sagrado, sério! Chegou-se ao absurdo de comprar um kit de chá semelhante ao do filme, decorar diálogos... houve uma assimilação e uma identificação muito intensa entre a realidade fantástica da minha casa com a ficção... (eu realmente não sei qual era mais fantástica, se a realidade do filme ou se a realidade da minha casa!)

Assistíamos (e ainda assistimos) e damos risadas nas mesmas cenas, como se fosse a primeira vez... e as risadas são, como posso dizer, cumulativas... o filme já traz lembranças das lembranças e que são apenas isso: lembranças... Quando eu assisto acompanhado de minha mãe e meu irmão é como se a gente renovasse algum pacto tácito ou elo união.

Ainda sobre filmes, um outro decisivo na minha vida é "The Blues Brothers", do John Landis, escrito por ele e pelo Dan Akroyd. Perdi a conta de quantas vezes eu vi esses dois filmes!

The Blues Brothers, ou em português "Os Irmãos Cara-de-Pau" (associação meio tosca com "Os Irmãos Karamazov", mas tudo bem, eu relevo!), foi o primeiro filme que eu me lembro ter visto em toda minha vida. E logo eu, ainda infante, no auge dos meus 4/5 anos de idade (1989), sendo apresentado a nata da nata do blues, jazz e rhythm & blues: Cab Calloway, Aretha Franklin, Ray Charles, James Brown e ainda conferi "scoops" de figuras como Steven Spilberg e Carrie Fischer (ou Princesa Léa, pra quem não conhece/lembra), só para citar dois nomes entre a infinidade de personalidades do mundo pop que fizeram uma ponta no filme.

Claro que da primeira vez eu não captei as piadas nem as referências pop... mas se tem algo me ensinou a ser sarcástico, foram as aventuras de Jake e Elwood. A história do filme (por sinal, se você não conhece, trate logo de conhecer) gira em torno dos irmãos Jake e Elwood, líderes de uma banda de Blues, que partem numa missão divina: promover a reunião da banda, separada há alguns anos, para arrecadar fundos para o orfanato onde os irmãos foram criados, que corre risco de ser fechado por inadimplência com o Leão. No caminho, os irmãos colecionam fãs e inimigos, muitos inimigos... o filme tem uma das mais excitantes cenas de perseguição da história e reúne atos musicais igualmente excitantes (a trilha sonora é excelente! Escutar a trilha sonora do filme também é outro ritual de familia!).





Tudo no filme me empolgava: as músicas, as perseguições, os óculos escuros... esse filme me mostrou desde cedo como ser sarcástico e irônico. Este também é outro que foi ritualizado... assistir a este filme é voltar a um tempo especial e repetir um comportamento especial, quase sagrado. Claro que decoramos alguns diálogos... o melhor do que a ficção é o universo expandido da ficção, né? Estamos em família, estamos em casa... sem as nostalgias desnecessárias, essas não caem bem.





Para os novos agregados, os novos membros da nossa familia, assistir a esses dois filmes é uma obrigação!! Uma iniciação no clã... e o índice de insatisfação é "ingual" a zero... se a teoria dos campos sociais acertou em alguma coisa foi em afirmar que só andamos com os nossos pares... heheh.

Acho engraçado que eu vivi tanta coisa na minha adolescência (coisas boas e ruins, como todo adolescente)... gostava (ou achava gostar) de ser anti-careta (e/ou anti-familia), tentei me encaixar em tribos, me enquadrei, inclusive, e vivi uma infinidade de experiências dos mais variados tipos, no entanto, as coisas que deveriam (ou não?) ter me marcado mais, como as da escola, dos amigos da escola e das aventuras e desventuras, marcaram pouco ou nada marcaram... como bem diria a personagem Regina "...se você pensar na gente há tantos anos atrás vai ver que nada mais disso tem importância!"... as mais importantes foram as coisas que vivi longe da escola (em casa) e longe da minha cidade (nas férias, portanto, longe da escola). Em casa, era sempre uma festa, na ilha era sempre uma festa... na escola, sempre uma opressão discreta... mas nada disso tem mais importância, "vamos olhar para o futuro, Selma?"




Acho esquisito que entre ter assistido "A Partilha" e "The Blues Brothers" exista um lapso, uma espécie de abismo espaço-temporal. No vazio que os separa estou eu, ou melhor, eu versão adolescente hehe.
Eu me vejo numa boa, hoje, como versão 22.0 daquela criança que curtia TV Pirata e "The Blues Brothers", mas quando me olho aos 13, 14 e 15 anos, não me reconheço direito... mas talvez isso seja normal... tudo que é muito próximo acaba ficando meio embaçado... talvez em alguns anos eu entenda melhor como foram as coisas...

Construir uma ponte entre eles não foi fácil... mas quem quer o fácil?! Se entre o número 1 e o número 2 existe um abismo infinito, imagine entre os anos?

Já passa da hora e o sono não chega... dalmadorm, where are you?....
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sexta-feira, março 28, 2008

tomei tenência e coloquei a lista de links!!!

Le crème... Rotten Tomatoes

quinta-feira, março 27, 2008

Os internautas que curtem cinema têm dois grandes companheiros: O IMBD (internet movie database) e o Rotten Tomatoes. O primeiro é, como o próprio nome explica, um banco de dados no qual se recupera informação sobre, supostamente, qualquer filme já produzido e lançado (aquele vídeo que você fez com o celular não está lá porque você não quer...). No entanto, se o IMDB é um poderoso banco de dados, a qualificação da informação obtida é fraca (e não há nada de errado com isso, por favor... o site se propõe a fornecer determinadas informações sobre os filmes), especialmente quanto às críticas... Mas aí entra em cena o Rotten Tomatoes!!! Um gigantesco banco de dados de........ CRÍTICAS!!!! Críticas y otras cositas más!!!!! O nome do site faz referência aquela prática de jogar tomates podres quando o espetáculo não agrada... vale muito a pena... é um site de críticos bem e mal humorados, sempre sarcásticos! Excelente!!! Navegando pelo site eu encontrei uma listinha (sites de crítica amam listinhas, né?) dedicada aos piores filmes da históra, ou melhor, dos filmes que receberam as piores críticas na história do site... heheheh. Nem preciso dizer, né? ou preciso? MUITO BOM!!! Worth it until the very last!!

E aqui você encontra a famigerada lista hahahah.... é só cricá que abre!!!


Studio !K7 Records: DJ KAOS

domingo, março 23, 2008

O STUDIO !K7 Records é uma gravadora independente sediada em Berlim, na Alemanha. Uma das gravadoras que atuam na cena da música eletrônica reconhecida pela criatividade e inventividade dos artistas que possui no catálogo.

Na casa encontramos nomes como Erlend Øye, integrante do Kings of Convenience, Kommode, The Whitest Boy Alive, auto-apelidado como "singin' DJ" (traduzindo: DJ cantor), e discos como DJ-KiCKS, uma série de compliações de música eletrônica, principalmente no gênero house, techno (nota do blogueiro: não tem nada a ver com o house e o techno que você anda ouvindo nas festinhas por aí afora, não se engane: House daqui não é La Bouche!) e electro, e conta com um DJ no timão.

Desde 1995 já foram lançados 28 compilações (!). Em algumas delas encontramos até musicas brasileiras remixadas (!²), desde Villa Lobos (remixado por Henrick Shwarz) até Tom Zé (remixado pela banda Hot Chip).

A série DJ-KiCKS (sim, escreve assim mesmo!!!) é, por sinal, o carro-chefe da gravadora.

O nome "!K7" vem da abreviação do primeiro endereço do estúdio, em Berlim: "Kaiserdamm 7 " (hoje, no entanto o enderço é "Heidestr, 52"...). A gravadora já possui unidades em grandes centros (consumidores e produtores de música eletrônica) como New York City, Hamburg, London, and Tokyo.

A última novidade de !K7 foi a criação de um selo que trabalha prioritariamente com Hip Hop, a Rapster Records.

Selecionei alguns dos artistas e dos lançamentos de !K7 que eu mais gosto e que considero uma amostra bastante relevante do trabalho e da diversidade dos artistas e dos produtos. Divirtam-se! Vou postando aos poucos, se não dá um pânico no sistema e ele fica nelvoso! O primeiro escolhido é um dos meus favoritos:

KAOS

Kaos é um dos integrantes do grupo Terranova, formado também por Fetisch e Marco Meister. A banda foi uma figurinha carimbada na cena descolada de Berlim na década de 90, principalmente depois do lançamento do EP (extended play, pra quem não sabe o que essa sigla significa!), "Tokyo Tower" e do album "DJ-KiCKS presents Terranova" (1998).

Após o lançamento do DJ KiCKS, a banda ganhou reconhecimento internacional, Kaos principalmente, se apresentando regularmente em clubes de todo o mundo.

Entre os lançamento dos discos do Terranova, KAOS lançou seu trabalho solo mais maduro: "Hello Stranger" (o nome é referência a uma música de Marianne Faithful). O album traz convidados super bacanas como Erlend Øye, Daniel Wang e Matt Safer.


Para os desavisados que escutam Hello Stranger (2005) pela primeira vez, Kaos deve ser o nome da banda que, assim como muitas outras, tem DJs e pickups, além de bateria, baixo e guitarras. Ledo engano, meus caros!
Kaos é o nome do DJ que assina a obra!!! Tudo no disco é programado e/ou sampleado, o que por si só já mostra a qualidade do trabalho e a competência de DJ Kaos: não dá para acreditar que se trata de um disco de um DJ!!! Hello Stanger supera com louvor o estereótipo dos discos de DJ, que são em geral pasteurizados e cansativos. O disco é uma obra bastante completa e complexa porque passeia pelas influências disco dos anos 70 e do punk dos anos 80, com a mesma facilidade e naturalidade que combina funk e soul (clássicos) com o techno dos anos 90. O som é uma fusão de black music (soul, funk, reggae, hip hop, blues) com musica eletrônica européia, marca registrada do DJ e da banda Terranova.
Ao escutar Hello Stranger tem-se a sensação de uma noitada daquelas de primeira qualidade, não falo mais porque sou suspeito!!





Crique aqui e confira!

Refrigério mental: 10 coisas que não se deve fazer no estágio!

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Em homenagem aos meus queridos ASPONES

Incrível!!! Apareceu uma mensagem do Universia Brasil com o seguinte título "Dez coisas que você NÃO deve fazer no estágio". Melhor impossível! Todos nós sabemos a importância do estágio: conhecer profissionais da área (alguns renomados), transitar por ambientes exclusivos, sentir o mercado e iniciar a carreira. Algumas vezes o estágio é ainda a porta de entrada para uma vida bem sucedida. Este que vos escreve deveria ser pós-doutor em estágio! E no meu relatório de pós-doutoramento, estará registrado em garrafais iluminuras: ESTÁGIO É BOM.. PARA QUEM CONTRATA!!! O Brasil possui regulamentações pouco claras em relação ao estágio, o que permite que organizações tenham o menor cuidado com o estagiário e muitas vezes acabem invertendo os valores: exige-se um estagiário com perfil A, competências mil (as famigeradas "multicompetências"), postura de profissional gabaritado, jogo de cintura, mas no final, pagam mal, contratam pouco (algumas empresas inclusive já vetaram a contratação de ex-estagiários nas seleções, nessas a contratação é por concurso ou por Q.I mesmo). E não falo somente quanto ao pagamento e perspectivas futuras, mas também do tratamento dado pela própria organização: estagiário é o faz-tudo, é indispensável, cobre os chefes em muitas situações, e no entanto são coadjuvantes dentro da empresa, em 99,995% dos casos. Por outro lado, as universidades, faculdades, cursos técnicos, projetos sociais, todos eles fornecem a mão-de-obra mais gabaritada em proporção inversa ao que se paga. E se por uma lado, a contratação é mínima, a procura pelos estudantes é enorme. Os motivos são muitos: desde conhecer o mercado até matar o tempo livre, ou ainda uma "forcinha" da família influente para que o filho querido não ganhe a preciosa mesada que paga a farra e as roupas sem se esforçar (muito), ou até mesmo ajudar a sustentar a familia, sustentar o curso, uma esperança de contratação (estes, então dão o sangue, os órgãos, os ossos e a alma pela empresa). O final é quase sempre o mesmo: findado o período de trabalho (de no máximo dois anos corridos), outros estagiários virão. Fica um enfeite no currículo. Eu acho ótimo... estagiei desde a 8ª semana de aula e não parei mais até dezembro do ano passado. Agora eu já estou atrás de trabalhos reais... não que a experiência de estágio tenha sido péssima, sobretudo porque conheci empresas pequenas, grandes e enormes; produções pequenas e grandes... viajei bastante, fiz algumas parcerias profissionais para uma vida (assim espero!), algumas que já mostram frutos, fiz muitos amigos (inclusive para aqueles que trabalhei)... no final o saldo é positivo, a experiência foi bacana (mas também, se não fosse... haha!). O que eu fico extremamente indignado é que ainda persiste a dissimulação nas falas e nos discursos quando se refere aos estágios e trainees. E sempre caímos naquele idioma misterioso falado por administradores e gestores... e claro, escritores e palestrantes de auto-ajuda. Sempre unilaterais, reducionistas, idiot proof, e o melhor ainda: vendem muito bem. Todos endossam uma estrutura perversa e exploradora, travestida de GRANDE oportunidade. O que podemos fazer? Esperar o tempo do estágio passar... estudar para concursos, distribuir muitos currículos, estudar muito, fazer pós e pós-pós, publicar em periódicos Qualis A e depois contratar muitos estagiários... uma hora a nossa vez chega, né???

A impressão que eu tenho é que, hoje, os tais passos propostos pelos consultores da Universia deveriam ser seguidos também pelos contratantes e orientadores de estágio... ¬¬




O estágio é muito bom, mas o melhor é quando ele acaba!


Siga já os conselhos de Thales (Chefe do F.M.D.O e contratador de estagiários):



1) Acomodar-se (acomodação só depois que você contratar um estagiário!)
2) Entrar de "salto alto"
(mas sandália de couro, pode? Havaianas, pode? Ipanema, pode? Puma, pode?... não, vá descalço!)
3) Abusar de linguagem vulgar (seja erudito... mas se lembre que dependendo de onde você faça seu maravilhoso estágio, você pode encontrar pessoas que não sabem o que é pudico, prólogo, epílogo, acham que obséquio e séquito são antônimos, alguns acham que séquito é um tipo de biscoito, o "sequilho", outros chamam diretor de direitor e ainda não aprenderam a falar a palavra "Sprite", cunhando o pobre refrigerante de "Ispláti" - minha favorita!!!)
4) Prender-se ao estágio pela bolsa-auxílio
(em geral, a bolsa auxílio costuma ser uma esmola... então se prender a algo que paga, even less que o salário "mímino", é na verdade nonsense... claro, porque aqueles que têm realmente a necessidade de trabalhar para bancar o curso ou contribuir com as despesas em casa, arranja um emprego de verdade, mesmo que não seja na área... porém, nos raros casos em que a bolsa é boa, se prender também é loucura, é estágio, não é emprego...)
5) Adotar postura inflexível (faça yöga ou pilates)
6) Ser individualista (Jamais... pense no coletivo! Aqui não tem essa de farinha pouca, meu pirão primeiro!!!)
7) Deixar o trabalho para depois (Do not procastinate, my friend! Em bom baianês, não deixa para amanhã o que se pode fazer hoje...)
8) Ter vergonha de perguntar
(pergunte, pra você ver o seu...)
9) Perder tempo na internet (orkut, e-mail, MSN)
- BLOG, ENTÃO, NEM PENSAR!!
10)Fugir das responsabilidades (só as suas ou as da empresa também??)





ROA PRIMEIRO O OSSO!!!! DEPOIS, VOCÊ COME O FILET MIGNÓN...
Memorando:
F.F. AN. US. ES-FIN. C. TER