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Colunistas Convidados

sexta-feira, janeiro 16, 2009


Olá, meus caros leitores invisíveis. Hoje o blog tem a satisfação de receber uma crítica enviada pelo meu amigo Vinho, crítico amador como este que vos escreve com escassa regularidade. Espero que gostem.

Rewind:Karen Carpenter


13/01/09
Foram necessários 16 anos de dura insistência dos fãs para que o álbum solo da Karen Carpenter (1996) fosse finalmente lançado (na íntegra) pela A&M Records. Anteriormente, 4 faixas (re-editadas) deste disco acabaram entrando no set list do disco 'Lovelines' (1989) dos Carpenters e mesmo recebendo comentários amistosos no encarte do próprio Richard, nem ele, nem a gravadora se encorajava a lançá - lo.

Por qual motivo?

Diz a lenda que em 1979, enquanto Richard Carpenter se tratava numa clínica psiquiátrica em Kansas devido ao uso contínuo de soníferos (!), Karen decidiu viajar para Nova York, dando início às gravações do seu disco solo, juntamente com o produtor Phil Ramone e Rod Temperton (Na época, muito elogiado por seu trabalho com o Michael Jackson em "Off The Wall"). A idéia era fugir ao máximo do formato padrão já estabelecido pelas gravações anteriores feitas por seu irmão, então é perceptível que os temas das letras são mais maduras, mais femininos, e finalmente, Karen pôde assumir o controle total do rumo do seu disco, experimentando estilos musicais não usados em um disco dos Carpenters.Os arranjos são mais jazzísticos, com bastante cordas e metais, inclusive a banda do cantor Billy Joel participou ativamente desta produção, e o Peter Cetera (ex- Chicago) emprestou a sua voz na faixa 'Making Love In The Afternoon'. Karen teve a oportunidade de usar a sua voz com um registro maior, abusando de notas mais altas e mais longas nas faixas, e sozinha, usando diferentes tons.Impressionante solo de Fender Rhodes em 'Lovelines', e uma sessão de metais pra ninguém botar defeito em 'If I Had You'.Inclusive, a mais excitante e grande ponto álbum do disco.Rod Temperton fez um arranjo vocal extraordinário, com o qual, Karen usa todo o seu domínio com precisão.

Tinha tudo pra dar certo, até que o Richard escutou o disco com o Herp Albert (produtor executivo da gravadora) e não gostaram da nova guinada na carreira e da proposta apresentada pelo disco. Apesar da super produção e de músicos e compositores renomados, temiam que o disco não agradasse e a imagem da Karen fosse arranhada. Com isto, o projeto acabou sendo engavetado, e os irmãos, reunidos outra vez, lançaram o último ( e bem sucedido) como dupla, "Made In America" (1981).

O álbum solo da Karen Carpenter até hoje divide opiniões. Eu, particularmente, quando o escutei, fiquei encantado, acima de tudo, pela nova faceta mostrada neste disco. A cada dia que escuto, coisas novas descubro. É claro que há faixas que não me agradam, mas pelo conjunto da obra, acerta em cheio!

Infelizmente, a A&M/Universal decidiu retirá - lo de catálogo, talvez por estratégia, quanto mais difícil de encontrar, mais valorizado o produto fica. O disco, quando foi lançado em Outubro de 1996, teve o mínimo de divulgação possível, talvez prevendo as duras críticas que receberia, e de fato recebeu...

Quem teve a oportunidade de escutar o álbum póstumo "Voice of The Heart" (recomendo) dos Carpenters, pôde ouvir a canção 'Make Believe It's Your First Time" produzida pelo Richard Carpenter, com a participação do "Ok Chorale" fazendo os vocais...No álbum solo, você pode conferir uma versão mais intimista produzida pelo Phil Ramone (e com um registro vocal maior) da Karen e ter a sua própria opinião, e entender as "diferenças" entre as visões de uma mesma música por produtores diferentes.

Aqui, o link para conhecer o álbum da Karen, e baixá - lo na íntegra!

http://rapidshare.com/files/61876925/DB1103-KCSolo.rar

confira a casa dele: www.fotolog.com/meucarovinho

O que eu ando ouvindo

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Depois do Vampire Weekend e seu afro-reggae-dub-ska-punk/electro-rock, eis que os ouvidos dos seres que ouvem músicas com mais de três gêneros (as famigeradas músicas híbridas) têm mais três amigos: Mystery Jets, Foals e os brazucas Os Azuis... deleitem-se. O interessante é observar que o que há de mais moderno hoje foi o que houve de mais obsoleto durante a década de 90 (a tal década que realmente foi futurista)... Mais do que nunca o tosco e o armengado tão hypadíssimos!!! Então, lá vai! e eu fui...

YOUNG LOVE

http://www.myspace.com/mysteryjets

CASSIUS


http://www.myspace.com/foals

NÃO ADIANTA NEGAR

http://www.myspace.com/osazuis

The Hype Machine...

sexta-feira, setembro 19, 2008


Tá, vivemos no império do efêmero (né, Tio Lipovetsky??)... eu mesmo, confesso que tenho uma banda favorita a cada semana, um filme favorito por mês... o mesmo vale para os livros, comidas (tem a temporada da comida japa, da mexicana, da baiana, da natureba-cool, da natureba-roots, da chinesa, da tailandesa...), bares, manias... tudo é bastante passageiro, é um arerê, uma afobação... tudo em excesso, um pouco narcotizante... um acúmulo de informação e o excessivo acúmulo de aportes culturais diversos (a palavara "aporte", por sinal está na moda!!!) acaba nos cegando...
O desejo, agora, não é mais ter mais do que os outros, mas, efetivamente, ter acesso ao produto e descartá-lo com substancial antecedência - o famoso "enquanto você ia plantar o milho eu já comia o bolo de fubá". É preciso, mais do que nunca, estar "na frente das tendências", esqueça isso de seguir tendências de comportamento: ou você lança uma tendência ou fica de olho na próxima tendência e começa a seguí-la imediatamente!!! Nunca a idéia de ser vanguardista foi uma ditadura (outra ditadura contemporânea que nos assola... além da ditadura das responsabilidades, da vida saudável....), mas esses nossos tempos nos cobram isso.
A diferença dos aportes culturais e a música (poderia incluir também o cinema em proporções inferiores) é que o acesso ao conteúdo é bastante diverso e simples: dispomos de softwares de compartilhamento, hosts, sites especializados (gratuitos ou não), inclusive o mais popular de todos, o iTunes, comunidades nos muitos "orkuts", além dos discos físicos, da famigerada pirataria e dos sebos de vinil. É aí que mora o perigo: na explosão de informações, que chegam com maior velocidade e em nível exponencial.
O problema (se é que é um problema) é que o consumo do produto não só é mais rápido, mas a forma de consumir também se intensifica, então a efemridade não significa aqui, nesse caso, um consumo superficial ou que aterrorize os praticantes da pedagocia do consumo cultural libertador e iluminador que provoque uma revolução. Não estou incluído fora dessa: já acumulo um acervo de mp3 que já passou dos 16 mil arquivos e sei que estou longe de ser o mais compulsivo. A maior parte é de músicas "diferentes", vanguardistas, étnicas, contemporâneas, experimentais, atuais ou antigas. Por mais que o acervo musical seja organizado, ter 16 mil arquivos (talvez tenha umas 18 mil músicas no acervo, porque alguns arquivos são material de vinil convertido em mp3) significa nenhuma música. As músicas simplesmente se perdem e, mesmo ouvindo no shuffle, muita coisa fica escondida. E sei que tem gente que tem mais de 200 mil arquivos na discoteca e mais uns 50 mil na videoteca... e pra quê isso? Acho que como tudo fica velho mais rápido, o gosto está em descobrir o novo enquanto ele novo for. Eu me lembro com clareza que a graça em brincar com LEGO era montar, desmontar e descobrir as possibilidades com os tijolinhos... depois que a casa, castelo, carro, nave, pirâmide ou dinossauro estava inteiro ele passava uns dois, três dias montado e depois virava uma pilha de tijolos coloridos. Claro que isso está elevado ao cubo! É preciso ser Hype... vi uma entrevista de uma designer certa feita na qual ela dizia que "quando uma roupa chega no mercadão popular, sabemos que a moda pegou... e que já está ficando brega..." PODE??
O caso é que, mesmo longe de qualquer hype, eu me divirto muito cavucando músicas novas (desde o antigo serviço IUMA - alguém lembra? -, passando pelo portal da trama e de gravadoras independentes, sebos de vinil....) e encontrei uma ferramenta de busca que é bem legal e bastante útil, ainda mais se você gosta de "achar o Brasil" (é achar mesmo!!) e ouvir aquela banda alemã com influências do Krautrock, Electro-Punk e Bossa Nova, antes de seus amigos (principalmente os cults ou os cult-nerds), eis sua magnífica oportunidade:

EIS AQUI O The Hype Machine (ou simplesmente The HypeM). Basta digitar http://hypem.com e você vai se entorpecer com música nova!!!

Se você quiser, também tem um tutorial que é CHUCHU BELEZA no Indiecent Music. Crique aqui

Por hora é só.

Sim, eu sou um junkie de música e troco informações sobre música como se trocavam figurinhas nas antigas... fazer o quê?

Studio !K7 Records #2

quinta-feira, abril 10, 2008

Continuando a sessão especial sobre a gravadora Studio !k7 Records, hoje eu vos apresento a Koop! Divirta-se, minha querida patuléia leitora!



Koop é o nome da dupla sueca de jazz eletrônico (também conhecido como "nu jazz" ou "new jazz") formada por Magnus Zingmark e Oscar Simonsson . A banda (que inclui ainda a vocalistaYukimi Naganocombina) trabalha com os elementos básicos do jazz combinados com recursos da música eletrônica (a faixa "Soul for Sahib", do album "Waltz for Koop" é um bom exemplo disso), percussão (alguns que beiram em incursões tribais), sintetizadores, samples, ritmos latinos e ainda flerta com a bossa nova (nas faixas "Summer Sun", do album "Waltz For Koop", e "The Moonbounce", do disco "Islands for Koop", encontramos referências ao estilo de Tom Jobim e Sérgio Mendes).
Além dos três discos lançados pela gravadora Studio !K7, a dupla já participou de vários projetos, contribuindo com remixes de gravações de outros artistas, destacando-se, dentre eles, a faixa "Here's That Rainy Day", de Astrud Gilberto, lançada na compilação "Verve Remixed". O som é bastante agradável e vem na medida certa, nada de exageros experimentais, destaque para a faixa "In a Heart Beat", do album "Waltz for Koop" e "Drum Rythm", do album "Islands for Koop".


Confira aqui Waltz for Koop (rapidshare)











Confira aqui Islands for Koop (rapidshare) - TÁ NO AR E NOVO!











Discografia:
1997 - Sons of Koop
2002 - Waltz for Koop
2003 - Waltz for Koop - Alternative Takes
2006 - Koop Islands
Mais informação? Conheça o site oficial da banda www.k-o-o-p.com e proveite para conhecer também o perfil da banda no site myspace aqui

Os próximos da lista já fizeram até show no Brasil: Hot Chip e Erlend Øye (de quem eu falo tanto!). Aguardem o post, ó mortais!

Especialistas dos EUA encontram mais antiga gravação de voz

28/03/2008 - 17h05
Por Will Dunham

WASHINGTON (Reuters) - Historiadores dos registros sonoros norte-americano localizaram e conseguiram executar a gravação de uma canção folclórica realizada por um inventor francês em 1860 --a mais antiga gravação de som conhecida, realizada 17 anos antes de Thomas Edison inventar o fonógrafo.

"É mágica", disse David Giovannoni, um dos historiadores, na quinta-feira. "Como ouvir um fantasma cantando."

Com duração de 10 segundos, a gravação mostra uma pessoa cantando "au clair de la lune, Pierrot repondit" ("à luz da Lua, Pierrô respondeu"), parte de uma canção francesa, de acordo com o First Sounds, um grupo de historiadores do registro sonoro, engenheiros de gravação, arquivistas de áudio e outros profissionais dedicados a preservar as mais antigas gravações sonoras humanas.

A gravação foi realizada em 9 de abril de 1860 pelo inventor parisiense Edouard-Leon Scott de Martinville, em um aparelho que ele chamou de "fonautógrafo", que gravava ondas sonoras em uma folha de papel escurecida pela fumaça de uma lâmpada a óleo, disse Giovannoni.

O pesquisador disse ter sido informado em 1º de março sobre a existência do registro, em um arquivo de Paris, e viajou à capital francesa uma semana mais tarde. Especialistas que trabalham com o grupo First Sounds então transformaram as ondas registradas no papel em sinais sonoros.

"Isso é importante em tantos níveis diferentes," disse Giovannoni em entrevista telefônica. "Não reduz de maneira alguma as realizações de Thomas Edison. Ele continua a receber crédito como a primeira pessoa a ter registrado sons por meios mecânicos."

"Mas a verdade é que ele foi a primeira pessoa a registrar som e conseguir reproduzi-lo. Havia muita gente trabalhando em projetos semelhantes ao de Scott, entre as quais Alexander Graham Bell, que realizou experiência com representações visuais do som antes que Edison inventasse um método de reproduzir os sons registrados", disse Giovannoni.

A gravação será apresentada na sexta-feira em uma conferência da Association for Recorded Sound Collections, na Stanford University, Califórnia, disse Giovannoni. A gravação pode ser ouvida em www.firstsounds.org/press/032708/index.php.

fonte: uol música