segunda-feira, janeiro 07, 2019

Cara amiga Heleusa,

Injusto é o mundo que não se cala diante da tua partida.
E teima, insiste, em viver como se você ainda aqui estivesse.
Justo é o mundo que amanheceu ensolarado e quente só para me dizer que você se foi, levou um pedaço meu e da minha história, mas, me legou a sabedoria e a clareza de que a vida - essa coisa teimosa, insistente, linda - brilha e pulsa não importa o que aconteça.
Com você aprendi que nosso destino depois de escalar as mais altas montanhas, não é o de rolar montanha abaixo, porque a vida não é um esforço sísifico sem fim; com você aprendi que depois de subir os mais altos montes,  nos espera um (novo) horizonte. E novos caminhos.
A imagem do seu sorriso, o som escrachado de sua gargalhada, o brilho dos seus olhos e o poder da sua irreverência, assim como a força criadora da sua generosidade e o seu imenso carinho ficarão de lembrança e de herança.
Você transformou a minha vida, quando eu nem sabia que se diferenciava vida de sonho. Você misturou tudo. E misturar tudo é bom.
Vou honrar essa herança. E serei eternamente grato.
Descanse bem.
Escrevi para marcar e para lembrar.
É mais um história que tenho para contar.
Agradeço pela noção de liberdade - e de liberdade como ponto de partida, como caminho e como ponto de chegada...
Sigo por aqui. Até breve.
06.01.2019

Bacana

quinta-feira, novembro 01, 2018

Dois perdidos
Duas histórias
Dois lados

Vermelhos lábios
Verdes olhos
Castanho
Moreno

Algumas horas roubadas
Noites em claro
Visitas solenes

Entregas
Conversas
Olhares

Beijos que calam
uma boca que teima em falar
E se falta o ar
Sobra luar

Histórias
Risadas
Bobagens
Perfumes
Delícias

Um toque
Um carinho
Um eco

Resta mergulhar
Gostar
Gozar
Gastar

Caminhar
Sem medo
Sem culpa
Sem passado
Sem pergunta

Diferente
Distinto
Diletante
Errante
Gêmeo
Diverso

Sonoro
Infinitivo
Substantivo

Sonhos
Sorrisos
Concretos

Cruzados pelo acaso caminhos
Improbabilidades são possibilidades

porque desconhecidos
porque indefinidos
porque sem porquê

Sem antes
Amantes.

Pensamentos aleatórios.

segunda-feira, março 05, 2018

O TURVO

minha aventura
minha pergunta
minha sombra
minha sobra
minha dobra
minha vez
minha voz
minha luz
minha música
minha banda
meu silêncio
meu sonho
meu espelho
meu traço
meu pedaço perdido
meu pedaço esquecido
meu canto desconhecido
meu encanto
meu lado escondido
meu encontro 
meu destino
meu desatino
meu descaminho
meu devaneio
meu espetáculo
meu filme
meu galanteador 
meu protetor 
meu sedutor
meu amigo
meu ator
meu amor
meu amante
meu menino
olha
chama
fascina
ensina
devolve
envolve
repele
convida
exclama
grita
reclama
ama
confude
repleto de brumas
engana meus olhos - logo eles, que foram morar dentro dos seus.

domingo, novembro 05, 2017

brilhe!

domingo, junho 18, 2017

Not yet.

Fragmentos de pensamentos desconexos

quarta-feira, abril 26, 2017

Viagens, viagens, viagens... ofertas, propostas, presentes, sacrifícios.

Importâncias, desencontros, distâncias.


Saudade.

terça-feira, janeiro 10, 2017

Não se pode ficar refém de um sonho, de um desejo e nem de uma vontade.

Pensamentos sem muita lógica, desconexos e complicados.

Do outro lado da tela, da linha, da cidade, mas presente. Só tenho as palavras.
Palavras que me falam das coisas que gosto, de coisas que entendo e de outras que não compreendo. Falam do que é imediato, me fala daquilo já é - embora eu não consiga entender os porquês das coisas que já são. Não quero entender. Talvez porque viver é e sempre será melhor do que entender.

Aliás, se faz bem, por que e para que explicar? Aceitar, sem questionar, o que é bom somente porque é bom depois de tantas feridas é difícil... Mas é preciso acreditar nesses presentes que a vida nos traz.

Que trilha eu sigo? Que risco eu corro? Em que mar deságua este rio onde navego? Já saí do porto, não posso mais voltar atrás. Só me resta navegar sem medo porque os ventos sopram em abundância e longe eu vislumbro um enorme oceano.

Pensando, pensando, pensando...

Fragmentos de pensamentos aleatórios III

terça-feira, dezembro 20, 2016

Sonhar pode ser ofensivo. É uma tarefa que exige coragem.
É um atrevimento. Eu me atrevi e me atrevo. Doia, mas eu não conseguia controlar. Dói até hoje.
Sonho até hoje. Coitados daqueles que não sonham.


Pensamentos aleatórios V

Meus leitores invisíveis,

Este missivista que vos escreve da província - e que tanto tem pra falar sobre tudo e sobre nada, está aqui, desconexo com seus pensamentos, no olho do furacão, atirando, batendo, apanhando, guerreando... vários textos inacabados e muitos pensamentos aleatórios.

2016 tem sido - e será, possivelmente - até seu fim um ano de desafios, de conclusões, de mexer nos papeis e de abrir as portas para a mudança (para as mudanças).

Vai passar. Agora que voltei a escrever, nem que seja um pouquinho, percebi que isso tem me feito muito bem, então virei com maior frequência (não sei se por vocês, que nem sei quem são, ou se por mim).
.
.
.
.
.
.
.

Venta muito. Ventos de mudança de rumo. As velas estão Que vento de mudança é esse? Tem algo ali do qual não se pode fugir. Eu, certamente, não posso.


Li, há muitos anos, num caderno velho que encontrei em meio à fotos antigas de minha família, uma poesia obsessiva de um tio-avô que escreveu e repetia infinitamente o verso "ventos de maio, tempestades de outono". Sempre achei que entendi o que ele queria dizer, por isso, hoje, o que vivo, nem são ventos de maio e nem tempestades de outono. Talvez porque os dezembros sejam mesmo assim: difíceis de entender. Confuso, né? Mas uma hora passa.

.
.
.
.

Mudança chama a angústia. Mas nunca ouvi falar em angústia boa até viver uma. Angústia que impulsiona. Que libertador! Que horror! Que lindo!

.
.
.
.
.

Se a mudança já chegou, não adianta ter medo. E ela já chegou.