Procuro agulha pra vitrola Philips

sábado, maio 06, 2006

Não é novidade pra quem já me conhece (e agora até pra quem não me conhece) a minha paixão por discos de vinil, minhas bolachas... achei uma antiga vitrola nas coisas do meu finado avô, mandei concertar e muito animado saí louco restaurando, limpando, catando discos antigos que ninguém mais queria, passei a freqüentar os sebos da cidade, parar na Praça da Sé e na Avenida 7, se tenho um troco sempre compro um. Tô com uma coleção bem interessante, modesta, é verdade, mas tem raridades com um disco de musica cubana de 1959, musicas do carnaval da década de 40, Magical Mistery Tour... agora só tem um problema: preciso da agulha! O som tá bala, foi uma colagem, peguei caixas de um, aparelho de outro, mas o som tá que é uma beleza, uma coisa linda de Deus, tá botando pa lá... mas sem agulha meus discos são só enfeite... alguma boa alma conhece onde posso encontrar? Já fiz uma peregrinação da avenida 7 até o pelô e nada...

Por inzêmprio: A Grande Rede, mas peixe que é bom, nada...

A Rede é grande e sua penetração ainda é, em minha humilde e contestável opinião, imensurável, mesmo com todos os mecanismos para controlar a navegação da maioria dos usuários, desde o mais comum como spywares, ad-wares, trojans, cookies e todos os dados de navegação que ficam retidos em provedores, o universo de pelo menos 690 milhões de usuários estimados, de acordo com uma estimativa da comScore Networks . A empresa afirma sucesso na empreitada. O relatório nada difere do demais: tempo de navegação em cada país, sites de preferência, mecanismos de busca. Aliás, os relatórios estatísticos sobre a internet estão cada vez mais tautológicos. Como sempre esse relatório "surpreende ao concluir" que os platinados e, segundo o Caetano (quando Caetano ainda era Caetano), "grandes responsáveis pela alegria desse mundo" , norte-americanos (preciso começar a ser solidário com meus colegas latinos e usar o termo estadunidenses), não figuram no TOP 10 em quantidade de usuários nem no que tange ao tempo de conexão... os sites continuam os mesmos: MSN, YAHOO e GOOGLE...
O famigerado google consegue, ou diz conseguir, mapear 4 bilhões de websites, contudo fugir da mesmice na internet está cada vez mais difícil mesmo com quase 700 milhões de usuários em todo o mundo, nem sei quantos tarabytes (alguns milhões) em arquivos, sites dos mais variados, botões para se clicar, feeds, seeds, blogs, lembrando que surge um blog a cada segundo e talvez mais de um, portais, listas de discussão, surveys, spams, hoaxes, softwares para comunidação, compartilhadores de arquivo, e-mails, fóruns, orkut etc.
São inúmeras - aliás quando se fala em internet termos que indicam a indefinição são obrigatórios ou simplesmente cômodos - as possibilidades técnicas que imprimem um caráter de cotidianidade ao computador i. e. lixeira, área de trabalho, o teclado, o design etc. Haja vista que os primeiros compuatdores não possuíam uma sombra dos de hoje! Eram ferramentas militares e científicas, gigantescas máquinas de calcular e ao contrário do que imagina, a micro-informática não foi configurada pelo interesse da grande informática, mas seus agentes foram estudantes com idade entre 18 e 30 anos que construíram em garagens os proto-computadores pessoais, e não a IBM. Concordo que isso se repita até hoje: em geral a grande indústria não percebe com precisão as latências e a criatividade das pessoas, basta observar que os serviços mais procurados na Rede (chats e compartilhadores são os dois exemplos mais representativos que consegui me lembrar) surgiram dos usuários, da base, e não dos escritórios da Microsoft, Apple ou Intel.
A logotécnica, a grosso modo a facilidade para lidar com a linguagem do computador por meio da associação entre tecnologia, a esfera do discruso, cognição e da comunicação, realiza com sucesso o ofício de (dis)simular a vida, construiu no imaginário coletivo a idéia de que as máquinas, em especial - ou sobretudo - o computador são extensões do corpo, do entorno e das capacidades humanas. Aliado a esse fato tem-se o contexto dos movimentos da globalização (sócio-econômico-cultural), agora o mundo conectado por meio da Rede e compõe uma grande tribo de iguais na diferença. A diversidade, a anarquia, o caos: esse era o mote da internet nos primeiros anos, quando do primeiro boom aqui no Brasil (1994-1997), a possibilidade de anonimato, de liberdade e de encontros outrora impossíveis. O quadro favorável à socialização e a sociabilidade fizeram com que a rede crescesse em progressão geométrica e chegasse ao que é hoje até o dia em que todos possuam seu próprio IP... quem diria que identidade poderia, ao menos em hipóteses, ser tão simplificada?
Se em 1994 achava-se que a rede era infinita, hoje tem-se a certeza de que o é um fluxo informacional impossível de ser acompanhado.
De qualquer forma, ainda assim vejo com olhos de pouca surpresa quando alguém comenta comigoque liga o computador, disca (se não já o estiver), abre navegador, msn, gmail, orkut, emule, soulseek, google, windows media player, e 20 minutos depois pergunta a si (ou à máquina) o que é que eu faço agora? Afinal, na televisão a recepção é passiva em relação ao computador, uma vez que a informação é enviada continuamente, e na internet se pressupõe uma busca do usuário, e o que percebo é que em geral a preguiça e a pressa tornaram a experiência diante da Grande Rede, uma situação frustrante. Se não se usa 10% do cérebro, menos ainda se usa a internet.
A internet é o verdadeiro Labirinto de Borges, é a verdadeira Biblioteca de Babel (em última instância é a própria Babel e sua Torre por Deus um dia amaldiçoada), estão perdidas em algum canto do cyberspace as vindicações de todo ser humano, há línguas que não se compreende e outras que não existem mais e que ainda estão por existir. Alguns devotam suas vidas em busca das suas, outros sequer acreditam em sua real existência. Muitos morrem sem concluir essa profana missão, já que não é possível a um homem comum, desprovido de qualquer divindade, conhecer suas ou de outros vindicações. Está ali todo o conhecimento, mas ele está escondido como um ladrão na noite...

Lucas

Ainda é possível encontrar gente com bom senso!

quinta-feira, maio 04, 2006

A Coalizão Canadense de Criadores de Música (CMCC) foi fundada por artistas que discordam do posicionamento atual dos defensores dos direitos autorais a respeito da forma como estão sendo rep

http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI989182-EI4802,00.html


A Coalizão Canadense de Criadores de Música (CMCC) foi fundada por artistas que discordam do posicionamento atual dos defensores dos direitos autorais a respeito da forma como estão sendo representados e com que seu público está sendo tratado. Os músicos consideram que a abordagem atual do problema representa o ponto de vista dos lobistas da indústria mas não o dos artistas.

O grupo, formado por famosos artistas e grupos canadenses, tais como Avril Lavigne, Sarah McLachlan e Barenaked Ladies, afirma em seu manifesto entre outras coisas que "fãs que compartilham música não são ladrões ou piratas" e que partilhar música é algo que acontece há décadas, informa o site P2Pnet.

Os artistas defendem que processar seus fãs não é uma boa idéia, que travas digitais são perigosas e contraproducentes e que as políticas culturais deveriam ser sobre apoiar a cultura e não um interesse financeiro. O anúncio segue a notícia de que o selo musical de Avril Lavigne está ajudando a pagar pela representação legal de um fã que foi processado pela RIAA.

É sabido que a indústria musical quer apenas proteger o seu negócio de vender música. Estas empresas não fazem música e sua discussão não é sobre proteger direitos autorais dos autores, e sim preservar os lucros de seus empreendimentos. A indústria de discos tem a reputação histórica de dificultar aos artistas ganhar dinheiro de forma justa com sua música. É um passo importante neste debate o fato de cada vez mais músicos declararem que os pontos de vista defendidos pela indústria não representam os deles.

Leia detalhes do manifesto "A New Voice" no site da CMCC, em musiccreators.ca

fonte: www.terra.com.br/tecnologia

Arnaldo Antunes: O Silêncio

terça-feira, abril 04, 2006

antes de existir computador existia tevê
antes de existir tevê existia luz elétrica
antes de existir luz elétrica existia bicicleta
antes de existir bicicleta existia enciclopédia
antes de existir enciclopédia existia alfabeto
antes de existir alfabeto existia a voz
antes de existir a voz existia o silêncio
o silêncio
foi a primeira coisa que existiu
um silêncio que ninguém ouviu
astro pelo céu em movimento
e o som do gelo derretendo
o barulho do cabelo em crescimento
e a música do vento
e a matéria em decomposição
a barriga digerindo o pão
explosão de semente sob o chão
diamante nascendo do carvão
homem pedra planta bicho flor
luz elétrica tevê computador
batedeira, liquidificador
vamos ouvir esse silêncio meu amor
amplificado no amplificador
do estetoscópio do doutor
no lado esquerdo do peito, esse tambor

*Composição: Carlinhos Brown / Arnaldo Antunes

Faça aqui o download de O Silêncio

Alguns aforismos sobre o silêncio

Transcrevo aqui algumas máximas sobre o silêncio:

E como podes ver, ainda falo demasiadamente, e isto é sinal de que não sou sábia, porque a virtude se adquire no silêncio. (Umberto Eco)

Arrependo-me muitas vezes de ter falado, nunca de me ter calado (Públio Siro)

Há algo de ameaçador num silêncio muito prolongado (Sófocles)

O silêncio está tão repleto de sabedoria e de espírito em potência como o mármore não talhado é rico em escultura. (Aldous Huxley)

O exercício do silêncio é tão importante quanto a prática da palavra. (William James)

Depois do silêncio, o que mais se aproxima de expressar o inexprimível é a música (Aldous Huxley)

Há pessoas silenciosas que são muito mais interessantes que os melhores oradores (Benjamin Disraeli)

O silêncio é um dos argumentos mais difíceis de refutar (Josh Billings)

O silêncio é mais eloqüente que as palavras (Carlile)

Abençoados os que nada têm a dizer e não se deixam persuadir a dizer (James Russel Lowell)

1974 - Bob Marley: Natty Dread


Natty Dread tem perceptível o tom politizado, revoltado e militanete. Primeiro album que conta com a presença das "I-Therees" (Rita marley, Marcia Griffithis e Judy Mowatt) foi também seu primeiro sucesso. Foi a partir deste disco que o reggae tornou-se conhecido mundialemente, sendo Marley seu maior representante, títiulo ocupado por ele até hoje. Por estes motivos, considero este album essencial na história, ou melhor, no trajeto da música/cultura pop. Aqui estão clássicos como "No Woman No Cry", "Revolution" e "Lively Up Yourself".

Dia 8, próximo sábado, aqui em Salvador, será realizado um Tributo a Bob, no Wet'n'Wild. Fiquem com a Paz de Jah.

Clique aqui e faça o download de Natty Dread.

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segunda-feira, abril 03, 2006

Isso é que é compromisso, Serra...





























Salve o nosso Nosferatu brazuca

fonte: O Biscoito Fino e a Massa

404nOtF0und, março de 2006

Está online o #53 da revista 404nOtF0und. O artigo de Marilei Cátia Fiorelli analisa o grupo de arte colaborativa pernambucano Re:Combo, um dos expoentes da arte eletrônica brasileira, visando compreender as formas interativas e colaborativas utilizadas por esse coletivo. Mari Fiorelli é web-designer, professora da FIB, Faculdades Integradas da Bahia, e Mestre em Artes pela Escola de Belas Artes da UFBa.

fonte: lista [404nOtF0und]


Multishow Especial

sábado, abril 01, 2006

O Multishow exibe na próxima quinta-feira um especial sobre o novo trabalho, ou melhor novos trabalhos, da cantora Marisa Monte, Universo ao Meu Redor, e Infinito Particular. Os novos discos expressam os sentimentos provocados pela maternidade provoca (aliás, foi este o principal motivo do ostracismo voluntário), e a relação da cantora com sua família, sua história, e como a música foi se inserindo nela.


Universo ao Meu Redor, o melhor dos dois, possui o repertório composto exclusivamente por sambas. Promove um "resgate" (não gosto muito deste termo, mas não consegui encontrar outro que se adequasse) dos sambas de tradição oral que a cantora convive desde criança por meio de seu pai, portelence convicto.
Universo inclui ainda uma composição inédita de Paulinho da Viola e uma faixa experimental, um samba bilíngue ("Statue of Liberty").
Trata-se aqui de um boteco cool. Seguramente um dos melhores discos do ano.


Infinito Particular apresenta uma forte tendência pop presente em todos os seus albuns, mas que neste ganha destaque, eu diria que o pop aqui está mais cru, há menos artifícios, menos interferência de outros gêneros e ritmos, nesse sentido trata-se de um album simples, menos cool, menos underground, mais acessível, o que necessariamente não o torna inferior aos seus melhores trabalhos Verde Anil e Amarelo Cor-de-Rosa e Carvão (1994) ou MM (1989).
Este último, inclusive, foi revolucionário ao inverter o processo comercial da indústria fonográfica, quando ao invés de gravar um disco em estúdio, sair em turnê e, posteriormente, lançar um eventual especial em vídeo, Marisa Monte iniciou uma turnê - "As canções que eu gostava de cantar" - produzida por Nelson Mota, lançou um especial exibido na extinta TV Manchete filmado em película e cuja direção, se não me falha a memória, ficou sob a responsabilidade de Walter Salles, e somemte um ano depois o disco com algumas das músicas do repertório dos shows foi lançado. Por sinal, Marina Lima fez o mesmo no final de 2005 com o show Primórdios, realizado no novo Auditório do Ibirapuera. O espetáculo obteve sucesso de público e crítica e foi eleito o melhor show do ano ao lado de Tempo Tempo Tempo Tempo, de Maria Bethânia.
Este disco é uma espécie homenagem ao seu filho, expressa a maternidade, possui um tom zen, relaxado, descompromissado e tranqüílo, contudo, este aspecto torna o disco um pouco cansativo, algumas músicas soam demasiadamente "canções de ninar", faixas se parecem ao ponto de se repetirem, principalmente porque todas possuem a mesma base instrumental.

Para promover o especial, o Multishow está exibindo teasers do especial nos intervalos de sua programação.

Discografia pop: Aretha Franklin


A Rainha do Soul nasceu no dia 25 de março de 1942 em Memphis e cresceu num ambiente religioso posto que é filha do reverendo C.L. Franklin, cujas pregações, por sinal, conferiram-no o título de celebridade gospel. Aretha começou a cantar desde muito cedo em corais de Detroit, onde seu pai ministrava.

Ao longo de sua extensa carreira, Franklin, além do Blues, Rythm'n'Blues, Soul e Jazz, flertou com o pop das décadas de 70 e 80 e com o Rap/Hip-Hop da década de 90, perceptível em "A Rose Is Still A Rose" (1998), cuja faixa-título conta a participação de Lauryn Hill e Faith Evans, e estrelou 3 filmes e contribuiu com suas trilhas sonoras, foi duas vezes a âncora do Divas Live, uma em 1999 e outra em 2001, do canal americano VH-1 em parceria com a Save The Music Foundation e foi condecorada com um Lifetime Achievement Award do Grammy.

O primeiro contato que tive com Aretha Franklin foi justamente em sua primeira aparição cinematográfica na comédia musical Os Irmãos Cara-de-Pau ("The Bluesbrothers", 1980), ainda em 1988 ou 89, não lembro ao certo, ainda estava na primeira infância, mas talvez seja justamente por isso que este filme tenha me marcado tanto, em pouco mais de uma hora e meia eu tive contato com grandes nomes do jazz e blues, como James Brown, Cab Calloway e Ray Charles, além de diversas referências a outros músicos, atores e filmes. Outro fator importante foi a proximidade da história, metaforicamente e literalmente falando, com a minha história e da minha família, era tudo meio surreal e ainda é, de certa forma.

Em "I Never Loved A Man The Way I Love You" (1967), primeiro disco de Aretha essencialmente Soul, já que seus trabalhos anteriores produzidos pela Columbia eram estritamente pop, foi também seu primeiro trabalho a obter êxito comercial. Foi lançado pela Stax, gravadora especializada em música negra, que contava em seu quadro nomes como Isaac Hayes, um de seus principais compositores; aqui ela assume o posto de Rainha do Soul e se converte em ícone global da black music.
Encontram-se aqui clássicos da soul music como Respect e Dr. Feelgood, Baby Baby Baby, Drowned in My Own tears, além da faixa título: basta escutá-los para perceber porque Aretha é reverenciada.

* temporariamente fora do ar *

Faça aqui o download de
I Never Love a Man The Way That I Love You e divirta-se!

Aproveito a deixa e coloco três extras:

Think
Don't Play That Song(For Me)
Eleanor Rigby